A Energisa anunciou nesta quinta-feira (21) a venda de cinco ativos de transmissão de energia elétrica para a Taesa, em uma transação avaliada em R$ 2,3 bilhões — valor que considera as dívidas associadas aos empreendimentos. Descontando os R$ 748 milhões em passivos líquidos, o montante efetivamente transferido aos acionistas soma R$ 1,5 bilhão.
Os ativos negociados — EGO I, EPA I, EPA II, ETT e ETT II — operam comercialmente nos estados de Goiás, Bahia, Pará e Tocantins. Juntos, somam mais de 1.300 quilômetros de linhas de transmissão e 12 subestações, consolidando uma infraestrutura crítica para a distribuição energética no país.
A Taesa amplia sua participação no setor elétrico com ganho estratégico
Para a Taesa, a aquisição representa um salto significativo: a capacidade de transporte de energia da empresa cresce 33%, enquanto os ativos geram aproximadamente R$ 291 milhões anuais em receita regulada — valores assegurados por contratos de concessão com prazo médio de 22 anos. A operação reforça a posição da Taesa como um dos principais agentes no segmento de transmissão, alinhada à sua estratégia de expansão em um mercado cada vez mais competitivo.
Energisa mantém foco em transmissão e redefine alocação de recursos
Em contrapartida, a Energisa não abandona o setor. A companhia mantém uma carteira composta por cinco ativos em operação e três em fase de construção, projetando uma receita anual regulada de R$ 777 milhões. Os recursos provenientes da venda serão direcionados para a redução de dívidas e reinvestimento em projetos futuros, conforme declarou a empresa em comunicado oficial.
Reguladores e acionistas ainda precisam validar o negócio
A transação, no entanto, enfrenta etapas burocráticas essenciais. A aprovação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) é obrigatória para garantir que a operação não viole normas antitruste. Além disso, os acionistas da Taesa devem referendar a decisão em assembleia específica, um procedimento padrão em negócios de grande porte.
O desfecho desse processo definirá não apenas o futuro dos ativos em questão, mas também o impacto no mercado de transmissão de energia, um segmento cada vez mais estratégico diante da crescente demanda por infraestrutura elétrica no Brasil.




