Disputa acirrada no Executivo paraense com margem de erro inclusiva
Na disputa pelo governo do Pará, a atual governadora Hana Ghassan (MDB) e o ex-prefeito de Ananindeua Daniel Santos (Podemos) registram empate técnico em todos os cenários analisados pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27 de julho de 2026). No primeiro turno, Ghassan oscila entre 24% e 25% das intenções de voto, enquanto Santos varia de 20% a 23%, conforme dois modelos distintos de projeção.
Os dados indicam que, em ambos os cenários, a margem de erro dos percentuais coloca os candidatos em condição de igualdade estatística, sem margem clara para definição de um favorito. A governadora mantém uma vantagem numérica sutil, mas insuficiente para caracterizar uma liderança consolidada no pleito de outubro.
Indecisos e votos não convencionais superam a preferência por candidatos
O cenário eleitoral no Pará permanece nebuloso, com um terço do eleitorado ainda sem definição. Nos dois modelos apresentados, o percentual de eleitores indecisos atinge 26% em uma das simulações e 29% na outra. Quando somados aos votos em branco, nulo ou àqueles que declararam não comparecer às urnas, o conjunto de não optantes por candidatos ultrapassa 40% do total, variando entre 39% e 41%.
Esse contingente supera individualmente a preferência por qualquer postulante, sinalizando um ambiente de incerteza que pode ser revertido apenas com ações de campanha nos próximos meses. A fragmentação do eleitorado reforça a necessidade de estratégias direcionadas a segmentos específicos, especialmente no que tange à redução do índice de abstenção e à conquista dos indecisos.
Outros candidatos mantêm patamares residuais, mas com espaço para surpresas
O deputado estadual Mário Couto (DC) desponta como terceira força, com 11% das intenções de voto em um dos cenários, enquanto a candidata do PSOL, Araceli Lemos, oscila entre 2% e 4%. Os demais postulantes, incluindo Cleber Rabelo (PSTU) e Raquel Brício (UP), não ultrapassam 5% em nenhuma das projeções. A ausência de candidatos com expressividade acima de dois dígitos reforça a polarização entre Ghassan e Santos, ainda que a governadora não consiga consolidar uma vantagem definitiva.
Analistas políticos destacam que a definição do segundo turno dependerá não apenas do desempenho dos principais nomes, mas também da capacidade de mobilização dos indecisos e da redução do chamado ‘voto útil’, que atualmente não se configura como um fenômeno dominante.




