A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (5), o convite ao delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho para prestar esclarecimentos sobre sua atuação em episódio envolvendo a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) nos Estados Unidos.
O requerimento, apresentado pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS), visa elucidar a participação do agente no intercâmbio de informações com o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), onde atuava como oficial de ligação. A comissão busca apurar eventuais irregularidades no monitoramento que resultou na detenção de Ramagem, bem como verificar a conformidade dos procedimentos adotados pela PF em operações internacionais.
Escopo das investigações e atuação do delegado
O delegado Marcelo Ivo de Carvalho estava lotado em Miami, onde desempenhava funções de cooperação policial entre Brasil e EUA, abrangendo delitos como crimes financeiros, tráfico internacional e combate ao terrorismo. Sua participação no caso Ramagem ganhou notoriedade após a divulgação de que o monitoramento que levou à prisão do ex-deputado teria sido conduzido sem a devida transparência ou alinhamento com protocolos estabelecidos.
Em paralelo, a CSPCCO também encaminhou solicitação formal ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para que sejam prestados esclarecimentos sobre a atuação do delegado no episódio. Na semana anterior, o colegiado havia aprovado o envio de convite ao ministro, visando uma análise mais ampla das diretrizes adotadas pela pasta em operações de cooperação internacional.
Repercussão no Senado e desdobramentos diplomáticos
A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado também aprovou, na semana passada, o convite ao delegado Marcelo Ivo para depor sobre o caso. Além dele, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi convocado pelo grupo presidido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para prestar contas sobre os procedimentos adotados na operação.
As ações da PF no episódio geraram questionamentos quanto à legalidade e à transparência das operações conduzidas em parceria com agências estrangeiras, podendo configurar um quadro de crise diplomática entre os dois países. Especialistas em direito internacional e segurança pública destacam a necessidade de revisão dos protocolos de cooperação policial para evitar novos incidentes que comprometam as relações bilaterais.
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