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Câmara aprova projeto que autoriza uso de spray de pimenta por mulheres a partir de 16 anos

João
12/03/2026, 04:30
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Câmara aprova projeto que autoriza uso de spray de pimenta por mulheres a partir de 16 anos
O spray de pimenta será empregado como meio de dissuasão contra qualquer forma de agressão injusta. Foto: Reprodução.

Proposta busca ampliar mecanismos de autodefesa feminina e segue agora para análise nas próximas etapas do processo legislativo

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que autoriza mulheres a partir de 16 anos de idade a portar spray de pimenta como instrumento de autodefesa. A proposta foi apresentada como medida para ampliar os mecanismos de proteção pessoal diante do aumento de casos de violência contra mulheres no país.

O texto aprovado estabelece regras específicas para o porte do dispositivo, considerado um meio de defesa não letal, e prevê que o uso seja restrito a situações de legítima defesa.

Medida busca ampliar proteção contra violência

De acordo com os defensores da proposta, o objetivo é oferecer às mulheres um instrumento adicional de proteção em situações de risco, principalmente em ambientes urbanos ou em deslocamentos noturnos.

Parlamentares que apoiaram a iniciativa argumentaram que o spray de pimenta pode funcionar como recurso imediato para permitir que vítimas escapem de agressões ou tentativas de violência, sem provocar danos permanentes ao agressor.

Regras para porte e utilização

O projeto define que o equipamento poderá ser utilizado exclusivamente para defesa pessoal. A comercialização deverá seguir critérios de regulamentação que ainda serão detalhados pelos órgãos responsáveis.

Entre os pontos discutidos durante a tramitação estão orientações sobre armazenamento, uso adequado do produto e medidas para evitar utilização indevida.

Próximos passos da proposta

Após a aprovação na Câmara, o texto seguirá para análise no Senado Federal. Caso seja aprovado pelos senadores sem alterações, o projeto será encaminhado para sanção presidencial.

Especialistas em segurança pública avaliam que o debate sobre o tema envolve tanto a ampliação de mecanismos de proteção quanto a necessidade de regulamentação clara para evitar riscos e garantir o uso responsável do dispositivo.


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