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Alcolumbre deve frear nova CPI do Banco Master e expõe resistência de governo e oposição

Jeverson
21 de maio de 2026 às 11:35
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Alcolumbre deve frear nova CPI do Banco Master e expõe resistência de governo e oposição

Base aliada e oposição prometem cobrar publicamente a abertura da CPI mista do Banco Master, mas interlocutores do Congresso classificam a ofensiva como um “jogo de cena” diante da falta de interesse político no colegiado. © Carlos Moura/Agência Senado

Mesmo com assinaturas suficientes para instalação da comissão, articulações de bastidores indicam que o presidente do Senado evitará abrir investigação sobre fraudes envolvendo o Banco Master

Congresso entra em sessão sob pressão por CPI

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve voltar a barrar nesta quinta-feira (21) a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito mista destinada a investigar o escândalo envolvendo o Banco Master. A percepção nos corredores do Congresso é compartilhada por parlamentares governistas, oposicionistas e integrantes do centrão: apesar da pressão pública, as chances de instalação efetiva do colegiado são consideradas reduzidas.

Atualmente, existem dois requerimentos protocolados com o número mínimo de assinaturas exigidas pelo regimento. As regras do Congresso determinam que a criação de uma CPI mista deve ocorrer automaticamente na sessão conjunta seguinte ao alcance do apoio de ao menos 27 senadores e 171 deputados.

A sessão do Congresso convocada para esta quinta-feira analisará vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Pela praxe regimental, caberia a Alcolumbre fazer a leitura de um dos pedidos de CPI na abertura da sessão. Nos bastidores, porém, a expectativa predominante é de que o senador ignore novamente os requerimentos.

Governo e oposição ensaiam cobrança pública

Lideranças da base governista e da oposição articulam discursos em plenário para cobrar formalmente a instalação da comissão. Apesar do movimento, interlocutores admitem reservadamente que a pressão tem forte componente simbólico, já que nenhum dos grupos demonstra real interesse político em aprofundar as investigações.

Do lado do Palácio do Planalto, prevalece o receio clássico em torno de CPIs: o de que investigações parlamentares ganhem desdobramentos imprevisíveis e escapem ao controle político.

Já entre os adversários do governo, o temor aumentou após a divulgação de áudios que expuseram a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

“O escândalo do Banco Master tem digitais do bolsonarismo do começo ao fim. […] Nós defendemos a CPI para investigar e chegar em todos os envolvidos”, declarou o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, após a revelação das gravações no último dia 13.

Estratégia de Flávio Bolsonaro mira redução de desgaste

A equipe política de Flávio Bolsonaro passou a defender a abertura da CPI como forma de conter os danos provocados pela repercussão dos áudios envolvendo Vorcaro. A estratégia busca demonstrar distanciamento do banqueiro e reforçar publicamente apoio a investigações sobre possíveis fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

Na última sessão conjunta do Congresso, realizada em abril, a oposição havia firmado um acordo com Alcolumbre. Em troca da votação para derrubar o veto presidencial ao projeto da dosimetria — proposta que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pelos atos golpistas — parlamentares bolsonaristas evitaram pressionar pela criação da CPI.

Agora, a avaliação é de que a oposição endurecerá o discurso em plenário, embora continue apostando que Alcolumbre assumirá sozinho o custo político de barrar a investigação.

Relações políticas ampliam desconforto no Senado

O entorno político de Alcolumbre também passou a ser citado nas discussões sobre o caso. O senador é apontado como padrinho político de Jocildo Silva Lemos, ex-presidente da Amprev (Amapá Previdência), alvo de investigação da Polícia Federal sobre aportes considerados suspeitos de aproximadamente R$ 400 milhões no Banco Master.

Entre oposicionistas, persiste ainda o receio de repetição do cenário observado na CPI dos atos de 8 de Janeiro. Em 2023, a oposição conseguiu viabilizar a comissão, mas o governo federal acabou conquistando maioria no colegiado, conduzindo os trabalhos para ampliar o foco sobre integrantes do bolsonarismo.

Nos bastidores do Congresso, o entendimento dominante é de que tanto governo quanto oposição enxergam mais riscos do que vantagens na instalação da nova CPI.

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