Há quem enxergue a eleição como apenas mais um domingo no calendário. Eu penso diferente.
Eleição não é sobre um dia. É sobre os quatro anos que vêm depois dele.
No dia 4 de outubro, cada eleitor será chamado a fazer escolhas que terão consequências concretas para a sua vida, para sua família, para sua cidade e para o nosso Estado. Não estaremos escolhendo apenas nomes. Estaremos escolhendo quem terá a responsabilidade de governar, administrar recursos públicos, definir prioridades e conduzir políticas que afetam milhões de pessoas.
E é justamente por isso que votar exige consciência.
Nas Eleições Gerais de 2026, escolheremos presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual. O Tribunal Superior Eleitoral estabelece que o primeiro turno será em 4 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília (Constituição Federal, art. 14; Resolução-TSE nº 23.760/2026).
São seis escolhas. Seis responsabilidades.
E cada uma delas tem consequências diferentes.
Governador significa escolher quem comandará o Poder Executivo estadual durante quatro anos. É quem estará à frente de áreas como segurança pública, educação, saúde, infraestrutura e administração das políticas estaduais.
Senadores e deputados terão outras funções: representar a população no Legislativo, participar da elaboração das leis e exercer fiscalização sobre o Poder Executivo.
Presidente da República, por sua vez, conduzirá o Poder Executivo federal e terá responsabilidades que alcançam todo o país.
Por isso, não acredito em voto dado simplesmente por costume, amizade, simpatia ou por aquilo que alguém publicou nas redes sociais.
Voto precisa ser escolha. E escolha exige informação.
É preciso olhar para o passado, conhecer o presente e perguntar: o que esse candidato defende? O que já fez? O que pretende fazer? Quem estará ao seu lado? Quais são suas prioridades? Como pretende executá-las?
Também é preciso lembrar que democracia não termina quando a urna registra o voto.
Depois da eleição, começa a responsabilidade de acompanhar, fiscalizar e cobrar.
Porque o eleitor não entrega um cheque em branco.
Ele delega temporariamente uma parcela do poder que pertence ao povo.
A Constituição Federal é clara ao estabelecer que “todo o poder emana do povo” (Constituição Federal, art. 1º, parágrafo único).
É por isso que eu não vejo o dia 4 de outubro como uma simples obrigação eleitoral.
Vejo como um momento de responsabilidade.
Podemos discordar. Podemos ter opiniões diferentes. Podemos defender projetos diferentes para o Brasil e para Goiás. Isso faz parte da democracia.
O que não deveríamos fazer é tratar nosso voto como algo sem importância.
Porque, quando a urna fecha, as consequências permanecem.
- Permanecem na escola dos nossos filhos.-
- Na segurança das nossas ruas.-
- Na qualidade do atendimento público.-
- Nas estradas.-
- Nos investimentos.-
- Na geração de empregos.-
- Na administração do dinheiro público.-
- Nas leis que serão aprovadas.-
- E nas decisões que serão tomadas durante os próximos quatro anos.
Por isso, informe-se. Compare. Pense. Escolha.
E, principalmente, vote.
No dia 4 de outubro, não terceirize uma decisão que é sua.
🇧🇷 Seu voto é pessoal. Sua escolha é livre. Sua responsabilidade também.
Quatro anos podem parecer muito tempo. Na política, eles começam em um único dia: o dia em que você entra na cabine e faz suas escolhas.
🗳️ 4 de outubro de 2026. Vá votar.





