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Moro critica governo por demora na vacinação de crianças: ‘Desumano’ 

(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil )

“É desumano e inaceitável que o governo atrase a vacinação de crianças”, disse Moro em sua conta do Twitter

 

O ex-ministro da Justiça, Sergio Moro (Podemos), criticou hoje o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga — mas sem citá-lo nominalmente —, por dizer que as mortes por covid-19 entre crianças estão “dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais” — uma tentativa de justificar a demora para iniciar a vacinação do público de 5 a 11 anos, já autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“É desumano e inaceitável que o governo atrase a vacinação de crianças contra o coronavírus sob o argumento de que o número de óbitos infantis é baixo”, publicou Moro, pré-candidato à Presidência em 2022, em uma rede social.

A vacinação contra a covid-19 do público entre 5 e 11 anos foi liberada pela Anvisa no último dia 16. Para a tomada de decisão, a agência analisou um estudo feito com 2.250 crianças que comprovou que o imunizante é seguro e eficaz, com benefícios que superam os riscos.

Não há previsão para o início da campanha, uma vez que o Ministério da Saúde não comprou doses pediátricas — que correspondem a um terço das aplicadas nos adultos — da vacina da Pfizer, a única com uso autorizado em crianças no Brasil.

Em nota divulgada na semana passada, a farmacêutica informou que o contrato para fornecimento de 100 milhões de doses em 2022 inclui a possibilidade de entrega das versões modificadas para o público infantil, mas o envio depende de um pedido do governo brasileiro. A decisão sobre a vacinação de crianças, segundo Queiroga, só será divulgada em 5 de janeiro de 2022.

Hoje, o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, também cobrou explicações do Ministério da Saúde pela demora em iniciar a vacinação contra a covid-19 de crianças de 5 a 11 anos. Para Barra Torres, a pasta deve dizer por que escolhe atrasar a campanha enquanto o país registra “estatística macabra” de mortes nessa faixa etária.

Ele criticou a opção do Ministério da Saúde por abrir uma consulta pública sobre o tema e só divulgar a decisão final em 5 de janeiro de 2022 — 20 dias depois de a Anvisa ter liberado a vacinação de crianças contra a covid-19. “Quais são as entidades que já se manifestaram pela qualidade, segurança e eficácia dessas vacinas? A Anvisa (…), o Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde], o Conasems [Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde] e também a própria Câmara Técnica de assessoramento do Ministério da Saúde, a CTAI. Então qual será a entidade científica que falta ser consultada neste país?”, questionou.

 

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