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Moradores reclamam da violência em bairro onde casal de namorados foi esfaqueado, em Goiânia

Quem vive ou trabalha no Setor Central, em Goiânia, reclama da violência no local. Poucos moradores não presenciaram ou não foram vítimas de crimes na região. Em um dos casos, um jovem casal de namorados foi esfaqueado durante um assalto na Avenida Goiás. O suspeito foi preso.

Moradores ouvidos pelo G1 têm medo de se identificar por questão de segurança. Gerente de um estabelecimento, uma jovem se mudou há um mês para um apartamento na Avenida Goiás, nas proximidades do trabalho. Neste período, ela já passou por duas situações traumáticas.

No dia 16 de agosto, ela foi alvo de uma tentativa de assalto após ser abordada por um homem com uma faca. Menos de 20 dias depois, ela presenciou o esfaqueamento do casal.

“Passei a ir a uma psicóloga. Ainda estou com a ferida aberta e agora acontece outro crime”, relatou.

Um atendente de 21 anos, que também trabalha no Centro, afirma que teve o celular roubado no fim do mês de junho. Segundo o jovem, dois homens o abordaram quando seguia do trabalho para um ponto de ônibus.

“Eles estavam com uma faca, pediram para passar o celular e entreguei para não ser ferido”, explicou.

Garçom, que ajudou a deter suspeito, também já foi vítima de violência no Centro (Foto: Paula Resende/ G1)

Garçom, que ajudou a deter suspeito, também já foi vítima de violência no Centro (Foto: Paula Resende/ G1)

O jovem acredita que a alta quantidade de pontos de vendas de drogas é o principal motivador de assaltos na região. “Quando eles ficam em abstinência, fazem de tudo para ter dinheiro para comprar droga”, lamentou.

Um garçom de 40 anos, que ajudou a deter o suspeito de esfaquear o casal, conta que também já foi assaltado no início do ano, quando levaram o celular dele. Ele teme pela segurança da família e pensa até em mudar de cidade.

“Não sei onde vamos parar. Estou cansado de ver assaltos”, desabafa.

G1 entrou em contato, por email, com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Crime

O crime aconteceu por volta das 18h30 de quinta-feira (7), feriado da Independência do Brasil, em frente a uma sorveteria. Os dois feridos, uma adolescente de 17 anos e o namorado, de 20, estão internados no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Segundo a unidade de saúde, os dois estão internados em estado regular.

Conforme nota divulgada pela Polícia Militar, após tomar os celulares das vítimas, o assaltante pegou um canivete e atingiu a adolescente na barriga e o namorado, no braço.

Assalto aconteceu quase em frente a sorveteria; vítimas seguem internadas (Foto: Paula Resende/ G1)

Assalto aconteceu quase em frente a sorveteria; vítimas seguem internadas (Foto: Paula Resende/ G1)

Os policiais que se envolveram na ocorrência foram um sargento do Comando de Operações de Divisas (COD) e um sub-tenente da Casa Militar. Ambos estavam de folga e deram voz de prisão ao jovem.

Os celulares roubados foram apreendidos com o suspeito. Os policiais levaram o assaltante à Central de Flagrantes. Segundo a PM, ele já tinha passagens por roubo e furto, e encontrava-se foragido por um dos crimes.

Audiência

Em audiência de custódia, o suspeito do crime, o vendedor de balas Saulo Soares Lopes Júnior, de 27 anos, negou que queria assaltar as vítimas. De acordo com o suspeito, houve um desentendimento entre ele e o jovem. No entanto, a juíza decidiu mantê-lo preso durante audiência de custódia realizada na sexta-feira (8).

“Eu pedi ajuda [dinheiro], o cara falou que eu estava fedendo e nós começamos a discutir. Nenhuma hora falei assalto”, declarou Saulo.

A juíza que presidiu a sessão, Rosane de Sousa Néas, explicou que ele estava foragido por outro roubo. Ela transformou a prisão em flagrante por preventiva.

“A prisão em flagrante mediante violência e ameaça fortalece a necessidade da manutenção da excepcional segregação provisória para a garantia da ordem pública. Medidas cautelares não serão suficientes para garantir a ordem pública nem a instrução do processo”, concluiu a magistrada.

Suspeito do crime, Saulo negou assalto e alegou discussão com vítimas (Foto: Paula Resende/G1)

Suspeito do crime, Saulo negou assalto e alegou discussão com vítimas (Foto: Paula Resende/G1)

Por Paula Resende, G1 GO

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