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Ministério Público de Goiás denuncia PMs por morte de irmãos em Trindade

Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

Quatro policiais militares foram denunciando pelo MP-GO pelas mortes dos irmãos Kaleb de Paula Araújo, de 18 anos, e Victor de Paula Araújo, de 21. Eles foram mortos dentro da casa da família, em Trindade, no dia 6 de janeiro deste ano. Em agosto, a Polícia Civil indiciou os PMs pelos homicídios.

Ricardo da Costa Faria, Carlos Pinheiro Lopes, Leonardo de Oliveira Cerqueira e Jefferson da Silva Gomes, todos lotados no Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Goiânia, foram denunciados por homicídio qualificado com a qualificadora de emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.

De acordo com o promotor de Justiça Eudes Leonardo Bomtempo, os policiais militares disseram, em depoimento à Polícia Civil, que haviam recebido informações do serviço de inteligência do Bope de que Victor Araújo era “foragido da Justiça, portava arma de fogo e traficaria drogas na casa em que morava” e que por isso  decidiram entrar no imóvel, pois concluíram que se tratava de um ponto de venda de drogas. A equipe permaneceu no local por mais de 30 minutos, de acordo com o MP-GO, e foi ouvida por vizinhos ordenando que as vítimas permanecessem deitadas ou sentadas, além de súplicas dos dois irmãos para que não fossem mortos.

“Após os primeiros disparos, o denunciado Jefferson da Silva Gomes ligou a sirene da viatura. Foi ouvida outra sucessão de tiros nos fundos da residência, exatamente onde os corpos das vítimas foram encontrados posteriormente pelas equipes de socorro”, relata Eudes.

A próxima sequencia de tiros teria ocorrido, segundo a denúncia, cerca de 30 minutos depois que a equipe do Bope entrou no imóvel. Victor de Paula foi atingido por três tiros e Kaleb por dois

Cena do crime 

A perícia constatou que o Corpo de Bombeiros e o Samu foram chamados mais de 20 minutos depois dos disparos. Segundo a denúncia, as equipes médicas não constataram sinais vitais nos dois irmãos, mas foram coagidas pelos policiais a realizarem procedimentos de reanimação nas vítimas. Os irmãos então teriam sido  transportados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Setor Soares, em Trindade, onde foram confirmados os óbitos.

Os procedimentos adotados pelos denunciados prejudicaram a obtenção de elementos relativos à dinâmica de toda ação policial desenvolvida por eles no interior da residência. Com isso, os denunciados, intencionalmente, alteraram, ou seja, inovaram de forma artificiosa o estado de lugar, coisas e pessoas, com o fim de induzir a conclusões equivocadas e afastar a responsabilidade penal deles pela morte das vítimas”, concluiu o promotor na denúncia.

Por Redação do Click News com G1 GO

Mariana
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