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Mercado financeiro reduz projeção de queda da economia para 5,05%

Indicadores econômicos apontam ociosidade histórica no PIB brasileiro. Cálculo para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação, segundo o Banco Central (Foto: divulgação)

Indicadores econômicos apontam ociosidade histórica no PIB brasileiro. Cálculo para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação, segundo o Banco Central

 

A indústria brasileira fechou o segundo trimestre deste ano com uma ociosidade histórica. A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 5,11% para 5,05%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

O PIB industrial encerrou o período 15,4% abaixo de sua capacidade produtiva, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há 17 semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua projetando expansão de 2,50% do PIB.

O resultado representa o pior desempenho da série histórica do hiato do produto – diferença entre o PIB corrente e o PIB potencial, ou seja, a distância entre o que foi de fato produzido e a capacidade total de produção – iniciada em 1998. A última vez em que a indústria brasileira usou toda a sua capacidade produtiva foi no último trimestre de 2013.

Com a recuperação da produção desde maio, é esperada uma redução na ociosidade do setor neste terceiro trimestre, mas possivelmente o hiato apenas voltará aos níveis elevados do pré-pandemia – entre 5% e 7% abaixo do potencial produtivo -, ainda longe de recuperar o que foi perdido na recessão anterior, que se estendeu de 2014 a 2016.

 

2020 abaixo do piso da meta de inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC ajustaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) em 1,94% para 1,99% este ano.

Para 2021, a estimativa de inflação foi mantida em 3,01%. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

O cálculo para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo em cada ano. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

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