CulturaDestaque

“Memórias de nossa gente” – Por Nilson Jaime

Divulgação

Livros com edições luxuosas sobre escritores goianos destacaram Bernardo Élis no centenário de seu nascimento

*Por Nilson Jaime, D.Sc. 

No ano de 2015 comemorou-se o centenário de nascimento dos escritores Bernardo Élis, Carmo Bernardes, José J. Veiga e Eli Brasiliense.

Duas obras se destacaram nas homenagens ao imortal da ABL e seus colegas de letras em Goiás.

A primeira, concebida pelo Governo deste Estado, homenageou os quatro escritores em seu jubileu “ad perpetuam rei memoriam” através do livro “Quatro nomes, cem anos – a literatura de Goiás para o mundo” (Goiânia: Seduce, 2015. 81 páginas).

Os textos e os perfis literários de cada homenageado foram escritos por Miguel Jorge ( “Bernardo Élis: os fatos, a fala” ); Lêda Selma ( “Carmos e carmas no sertão de Carmo” ); Bariani Ortencio ( “Centenário de Eli Brasiliense Ribeiro” ); e Gilberto Mendonça Teles ( “José J. Veiga e a renovação do conto brasileiro” ).

O livro, em papel couchê e capa dura, formato 30cm x 28cm, é ricamente ilustrado e encartado por edição digital em CD.

O capítulo sobre o autor de “O Tronco” tem a leveza e a consistência do romancista que o biografa. Um bom texto, recheado de citações bernardianas.

A falta de ISBN e ficha cataloģráfica no livro (com consequente ausência de classificação CDD ou CDU), denota descuido de edição – realizada pela Trilha Comunicação – mas não tira o mérito do trabalho e da justa homenagem pretendida.

A segunda obra, embora não tivesse o objetivo original de comemorar os “quatro do centenário” – consta como comemoração de jubileu da Sicoob UniCentro – foi de feliz coincidência, já que Bernardo Élis e Carmo Bernardes foram biografados no livro “Memórias de nossa gente – volume ll” (Goiânia: Sicoob UniCentro Brasileira, 2015. 312 páginas), editado pelo escritor e acadêmico Hélio Moreira.

Também nesse trabalho o filho de Erico Curado é ensaiado por Miguel Jorge em “Bernardo Élis – uma vida” (páginas 212 a 242), que escreveu também “Heleno Godoy – a palavra como instrumento de trabalho” (p. 243 a 268).

Coube ao poeta Aidenor Aires homenagear o outro “centenário” com “Carmo Bernardes – cem anos na eternidade”

Os demais capítulos são de autoria de Hélio Moreira ( “Dr. Luiz Rassi” e “José Normanha de Oliveira – pioneiro e ícone da radiologia em Goiás” ); Heitor Rosa (que escreveu “Francisco Ludovico de Almeida Neto” ); Heloísa Helena de Campos Borges ( “Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães – uma artista múltiplo” ); Coelho Vaz ( “Zoroastro Artiaga” ); Luiz Augusto Paranhos Sampaio ( “Ricardo Augusto da Silva Paranhos – o ‘príncipe dos poetas catalanos'” ); Moema de Castro e Silva Olival ( “Colemar Natal e Silva – fatos marcantes de um guerreiro ativista no campo da cultura” ); e Ubirajara Galli ( “Yêda Schmaltz” – destacada voz da poesia feminina de Goiás de todos os tempos” ).

A edição, luxuosíssima, formato 31cm × 28cm, com mancha 22cm x 25cm, capa dura, com sobrecapa de margem dobrada, foi composto com miolo em papel “couchê brilho” 170g/m2 e guardas em “color plus” 240g/m2.

O projeto gráfico é da RF Comunicação Ltda. Como no livro anterior, não há ficha catalográfica.

O capítulo sobre Bernardo Élis é um primor, dos mais bem escritos sobre o imortal.

Um bom livro, que faz jus ao grande escritor e seus pares na homenagem.

 

*Nison Jaime é doutor em Agronomia,
membro do Instituto Histórico e Geográfico
de Goiás (HGG), vice-presidente do Icebe e
presidente da Academia Palmeirense de
Letras, Artes, Música e Ciências (Aplamc)

Deixe uma resposta