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Justin Bieber em SP tem pegadinha de 1º de abril em 44 mil fãs, superprodução e camisa do Palmeiras

Fogos não foram o único artifício para abrilhantar o show de Justin Bieber, cantor que evoluiu muito, mas ainda deixou a desejar em voz e performance neste sábado (1º), no Allianz Parque, em São Paulo. A produção mais requintada no palco e nas faixas do álbum “Purpose” (2015), que domina o repertório, também ajudaram na noite de encontro com um Bieber “maduro” – mas nem tanto.
No meio do show, ele saiu do palco e o cantor Rudy Mancuso, que tinha feito a apresentação de abertura, falou em português que ele não ia mais voltar. Era só pegadinha de 1º de abril, para alívio geral, e ele retornou em poucos segundos. Lá para o final do show, mais um momento fora do script no Allianz Parque: ele vestiu camisa do time da casa, o Palmeiras.

O show teve outro momento curioso na parte acústica, em que Bieber canta três músicas sozinho, só com voz e violão: ele pôs o dedo na boca pedindo silêncio, justamente para suas fãs conhecidas pelos gritinhos apaixonados. O gesto à la João Gilberto veio logo depois de “Love yourself”. O pedido, claro, não foi capaz de diminuir os gritos por mais que uns segundos.

Justin Bieber com a camisa do Palmeiras durante show no Allianz Parque em São Paulo (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Justin Bieber com a camisa do Palmeiras durante show no Allianz Parque em São Paulo (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Foram 44 mil fãs, que haviam esgotado os ingressos em seis dias de venda, em outubro do ano passado. Com isso, ele abriu um show extra neste domingo (2). Segundo a assessoria de imprensa, os ingressos para o domingo também já foram esgotados neste sábado.

No show que começou pontualmente às 20h30 e durou cerca de 1h40, Bieber saiu de dentro de uma caixa transparente em “Mark my words”, cantou dentro de uma cerca de led em “I’ll show you” e fez solo de bateria em uma plataforma suspensa. Os efeitos do telão davam profundidade ao palco e, no fundo dele, volta e meia estouravam fogos de artifício e jatos de fumaça. Quesito: alegorias e adereços. Nota: 10.


 Fãns cantam com Bieber – Vídeo captado pela equipe do Daynews

Embalagem de luxo

Tudo empolgante (vide o delírio das fãs), mas fica uma pulga atrás da orelha – a mesma de quando se ouve “Purpose”. A superprodução de craques como Skrillex rende pérolas pop, mas será que o cantor ali atrás evoluiu isso tudo mesmo? Mais ou menos. Se você abstrair todos os extras visuais e sonoros no Allianz Parque, sobra um cantor de voz correta, mas mediana, só balançando de um lado pro outro, ou duro nas coreografias. Quesito: evolução. Nota: 8.

Ele canta metade de “Get used to it” com uma mão no bolso, postura que nenhum manual de expressão corporal ligaria a empolgação e entrega. Em “The feeling”, faz uma voz mais grave e deixa os agudos difíceis para o playback, mesmo nos momentos da gravação que não têm a voz de Halsey.

Show incompleto

O espetáculo consegue impressionar mesmo sem trazer a estrutura completa de outros shows da turnê mundial. Não há, por exemplo, as plataformas no meio do palco para Bieber e dançarinos em “Boyfriend”. A cama elástica suspensa em “Company” também ficou nos EUA. Com isso, ele tem que ficar mais tempo no meio do palco recorrendo aos velhos truques de cantor teen: movimentos sensuais para provocar gritinhos nas fãs e declarações genéricas de amor às beliebers.

Os 44 mil ingressos de sábado foram esgotados (Foto: Flavio Moraes / G1)

Os 44 mil ingressos de sábado foram esgotados (Foto: Flavio Moraes / G1)

Vou fazer uma comparação covarde, mas só para dar uma noção de que Justin Bieber subiu de patamar, mas ainda tem um longo caminho acima. No sábado passado, sua ex-namorada Selena Gomez presenciou em SP o show de seu atual companheiro, The Weeknd, no Lollapalooza. A voz e a musicalidade do conterrâneo canadense ainda fazem Bieber parecer que está na puberdade artística.

Durante quase todo o show ele usa um microfone preso à cabeça. Então, fica mais difícil separar o que é voz ao vivo e o que é apenas dublagem. Mas há playbacks óbvios, como em “No pressure”, em que, sem motivo aparente, ele para de mexer os lábios e deixa a gravação rolar, e no final, em “Sorry”. Alguns “sorrys” saem sem Justin abrir a boca. Uma pena que uma das músicas mais legais dos últimos anos venha assim, meio na pegadinha.

Por Rodrigo Ortega, G1

Bieber utiliza em seus shows bailarinas locais. O Video exclusivo  captado pela equipe do Daynews mostra o cantor agradecendo às fãns que participaram do show.


 

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