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JBS começa a produzir fertilizante com resíduos orgânicos de suas operações

Logo da JBS em Jundiaí 01/07/2017 REUTERS/Paulo Whitaker

SÃO PAULO (Reuters) – A JBS, maior produtora global de carnes, começou a produzir fertilizantes a partir de resíduos orgânicos de suas operações e matérias-primas minerais, informou a empresa nesta sexta-feira, em movimento que marca a entrada da companhia no segmento de insumos agrícolas.

A fábrica em Guaiçara (SP), cuja construção foi anunciada em meados de 2020, terá capacidade para fabricar 150 mil toneladas por ano em produtos e amplia a atuação da JBS na chamada “economia circular”, como parte dos planos de melhor aproveitar resíduos das operações.

Ao usar como matéria-prima 25% do resíduo orgânico gerado nas operações, a Campo Forte, unidade de fertilizantes da JBS, “garante uma destinação correta e um menor impacto ambiental para esses insumos”, enquanto a empresa aproveita uma oportunidade de mercado, considerando que o Brasil depende fortemente de adubos importados.

A iniciativa gera um “produto com valor agregado, a partir de um processo industrial altamente tecnológico e sustentável”, disse a diretora-executiva na JBS Novos Negócios, Susana Carvalho.

Com investimento de 134 milhões de reais, a JBS disse em nota que vai se tornar a primeira produtora brasileira de alimentos a utilizar resíduos para a fabricação de fertilizantes.

A Campo Forte produzirá fertilizantes orgânicos, organominerais e especiais. A operação atenderá tanto empresas (B2B) como os consumidores finais (B2C), com uma proposta de venda consultiva e técnica, apoiada por análises laboratoriais e suporte na tomada de decisão de compra.

Inicialmente, a empresa irá priorizar os esforços de venda para as culturas da soja, milho, café, cana, hortofrutícolas, além de pastagens e florestas, enquanto os insumos também poderão ser aplicados na agricultura orgânica.

 

 

Por Roberto Samora/IstoÉ

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