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Filho caçula de Alain Delon nega desejo do pai por suicídio assistido e diz que moverá processos na Justiça

Alain Delon pede por suicídio assistido Foto: AFP

Anthony Delon, outro filho do ator francês, havia dito que convenceria o pai a aceitar eutanásia; na última semana, ator publicou mensagem de despedida

RIO – Filho mais novo do ator francês Alain Delon, Alain Fabien Delon, de 28 anos, nega que o pai tenha demonstrado interesse por terminar sua vida com uma eutanásia ou suicídio assistido. No fim de março, o artista de 86 anos — que sofreu um duplo AVC em 2019 — publicou, por meio do Instagram, uma mensagem de despedida para amigos, colegas e fãs. O perfil na rede social foi excluído, em seguida.

Alain Fabien Delon, o filho caçula da lenda do cinema, afirma que o recado postado na internet — retirado da recém-lançada biografia “Entre chien et loup” (‘Entre cão e lobo”, em tradução livre), livro assinado por Anthony Delon, outro filho do artista — foi interpretado fora de contexto. Segundo ele, o pai só teria dito para a família que, eventualmente, os filhos poderiam desligar as máquinas do hospital, caso ele fosse internado novamente. Para o caçula, esse processo não pode ser definido como suicídio assistido ou eutanásia.

“Há uma enorme diferença entre dizer: ‘Filho, caso eu esteja ligado a uma máquina e em coma, quero que você me desconecte’. Isso, aliás, aconteceu e não o desconectamos, pelo contrário, pois decidimos mantê-lo vivo”, frisou Alain Fabien, em post no Instagram, chamando toda a repercussão sobre o episódio de “fake news” e acrescentando que deve mover processos judiciais na Europa.

A história é controversa. Na última semana, Anthony Delon, o outro filho do ator, declarou, em entrevista à revista francesa “Le Point”, que convenceria o pai a aceitar a eutanásia. Segundo a biografia escrita por ele, o artista pediu para o filho organizar todo o processo e acompanhá-lo em seus últimos momentos.

Na semana seguinte a tal declaração, o perfil oficial de Alain Delon deixou um recado nas redes sociais. Em sua conta no Instagram, o ator publicou uma foto seguida da legenda: “Gostaria de agradecer a todos que me acompanharam ao longo dos anos e me deram grande apoio, espero que futuros atores possam encontrar em mim um exemplo não só no local de trabalho mas na vida de todos os dias entre vitórias e derrotas. Obrigado, Alain Delon”.

Alain vive na Suiça, onde o suicídio assistido é legal. Esse tipo de procedimento é diferente da eutanásia, que não é autorizada no país. A principal diferença entre as técnincas é quem realiza o ato final.

“Envelhecer é uma merda!”, disse Delon pouco antes de sua hospitalização, três anos atrás. “Você não pode fazer nada sobre isso. Você perde o rosto, perde a visão. Você levanta e, caramba, seu tornozelo dói”, reclamou o ator.

Em janeiro do ano passado, faleceu a ex-mulher do artista, a atriz Nathalie Delon, aos 79 anos. Ela sofria de câncer no pâncreas e, assim como o ex-marido, queria acabar com a vida por meio da eutanásia.

Depois de sofrer um duplo AVC em 2019, o ator vem se recuperando aos poucos e já se sente muito melhor, embora tenha que andar de bengala.

Em 2017, aos 81 anos, ele fez uma cirurgia cardíaca. Durante a cirurgia de cerca de cinco horas, foi colocado um “bypass” coronário (procedimento que permite o sangue contorne uma obstrução) na artéria femoral.

Em 2012 e 2013, ele havia sido internado após episódios de arritmia. Em 2005, em uma entrevista à revista Paris Match, o ator confidenciou que sofria de problemas vasculares.

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