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Deputados batem boca em comissão do impeachment na Câmara

“Colegas” trocaram farpas e se chamaram de “imbecil” e “palhaço”

O deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE), vice-líder do governo, protagonizou uma das cenas em que os ânimos se exaltaram durante a reunião que discute o relatório do impeachment, nesta sexta-feira (8/4). Em seu discurso, ele atacou uma série de parlamentares favoráveis ao impeachment, dizendo que teriam formado uma “confraria do golpe”. Seu discurso, recheado de piadas sobre outros parlamentares, irritou o deputado Danilo Forte (PSB-CE) que rebateu gritando: “O senhor é um palhaço”.
Irritado, Costa perdeu as estribeiras e xingou o colega de “imbecil”. O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), que sentiu-se ofendido pelo discurso de Costa, pediu a palavra por três minutos para rebater críticas nominais feitas por Sílvio. Pastor, ele disse que Costa teria ofendido a sua fé e comparou o impeachment ao episódio bíblico em que Jesus Cristo chicoteou ladrões. “O chicote para esse governo é o impeachment”, concluiu.
A Sessão da Comissão Especial do Impeachment da Câmara dos Deputados, iniciada na tarde de hoje, deve se estender até as 4h deste sábado (9/4). O presidente da Comissão do Impeachment, deputado Rogério Rosso, havia decretado que iria até as 3h, no entanto, como houve um atraso para o início da sessão, decidiu esticar por mais uma hora.
 
Segundo apurou o Correio, muitos deputados estão ausentes, por isso, daria tempo de todos se pronunciarem sobre o parecer do relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável ou contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff, antes do fim da sessão. Se inscreveram para falar 108 parlamentares.
Rogério Rosso determinou que procedimentos protelatórios, como requerimentos de retirada de pauta, adiamento da votação ou de destaque ao relatório apresentado na última quarta-feira, não são aceitos. Ele também deixou claro que na votação prevista para segunda-feira (11/4), na ausência de um dos 65 titulares, vota o suplente do bloco de votação da comissão.
 
Embate Comissão Impeachment
O clima entre deputados favoráveis e contrários ao impeachment está menos tenso que em outras sessões anteriores. Ainda assim, houve alguns embates indiretos entre eles ao longo da análise do relatórios do deputado Jovair Arantes (PTB-GO). Parlamentares favoráveis ao impeachment mantém as críticas aos supostos atos de corrupção do governo, mesmo aqueles que nada tem a ver com o pedido de impeachment, e os defensores de Dilma tecem duras críticas ao teor do documento, pedindo sua anulação.
“Com todas as incorreções contidas no relatório, inclusive com questões que não constam na denúncia aceita, a única solução é a nulidade desse processo”, avaliou o deputado Wadih Damous (PT-RJ). Segundo ele, a denúncia tampouco traz a prova de crimes.
Em resposta, Benito Gama (PTB-BA), avaliou que todas as acusações que atingem a presidente Dilma Rousseff fazem o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello parecer uma “festa de boneca”. “Nunca pensei que fosse ver um segundo processo de impeachment, mas a continuação do atual governo é inviável”, disse.
m um momento de descontração, Rosso anunciou que, com a previsão de a comissão durar até perto das 4 horas da manhã, ele iria oferecer “pão, manteiga e queijo” aos deputados. Do fundo, um deputado respondeu: “mortadela”, em referência ao apelido que defensores do impeachment deram aos manifestantes pró-governo, que, na avaliação desses deputados, seriam pagos para frequentar as manifestações. “Não, não é mortadela, é manteiga”, rebateu o deputado, arrancando risos.
 
A discussão será retomada às 10h de segunda e às 17h terão início os procedimentos de votação. Dois deputados de cada lado podem falar e líderes tem 1 minuto para se manifestarem. A previsão é encerrar a deliberação até as 19h.
 
O calendário
Confira os próximos passos da tramitação do impeachment na Câmara

Hoje
»  Às 11h, líderes da comissão especial se reúnem em busca de um consenso que dê rumo e agilidade aos trabalhos da comissão. Às 15h, a reunião começa no plenário 1 das comissões da Câmara, sem hora pra terminar.
Sábado
»  A reunião iniciada na tarde anterior deve avançar pela madrugada e manhã de sábado, até que todos os parlamentares inscritos possam falar. Ontem, já eram 108 oradores, entre integrantes e não membros da comissão. Quem faz parte do colegiado fala por até 15 minutos. Quem não faz, 10 minutos. Líderes também têm garantidos 15 minutos. São previstas, pelo menos até agora, 27 horas e meia de discussão.
Domingo
Sem reunião.
Segunda-feira
Às 17h, começa a votação do relatório.
15 a 17 de abril
Votação em plenário
Por  Guilherme Waltenberg – Especial para o Correio Braziliense

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