Latest Posts

- Advertisement -
Click News

Latest Tweets

ArtigosDestaquePolítica

DE NOVO, O JOGO DO CENTRÃO

Os novos ministros nomeados por Bolsonaro: Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), Carlos Alberto Franco França (Relações Exteriores), Walter Braga Netto (Defesa), Anderson Torres (Justiça), André Mendonça (AGU) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo) — Foto: Divulgação

* Por Jeverson Missias de Oliveira

Sabe o que há de diferente no comportamento dos membros do Congresso Nacional hoje, comparados à 30 anos atrás?

Quase nada!!

Desde José Sarney, Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma, Temer e até os dias de hoje com Jair Bolsonaro.

Essa semelhança é o voraz apetite político por cargos e verbas do orçamento, que se repetem ao longo de décadas.

A mexida no tabuleiro do poder feita por Bolsonaro ontem sinaliza isso.

Mas, em todo governo que erra, sempre se tem a figura dos “bodes expiatórios”.

No caso do governo Bolsonaro o início dessa série se deu com Abraham Weintraub que no fervor do puxa-saquismo e desrespeito à constituição, sugeriu uma intervenção militar.

Depois de forte reação de diversos segmentos e sob risco de prisão, foi acomodado em uma função no exterior e ninguém nunca mais ouviu falar dele.

Mais recentemente tivemos o general Eduardo Pazuello, fiel escudeiro de Bolsonaro nas trapalhadas do ministério da saúde.

Saiu crucificado e sem méritos. Voltou ao quartel sem cargo de chefia. Logo será levado à reserva.

Depois de uma semana na corda bamba tentando se manter no cargo, o desastrado ministro das relações exteriores Ernesto Araújo acabou sendo “frito” pelo Centrão.

Mesmo tendo sido cobrado por parte da imprensa por uma atuação mais efetiva em prol da diplomacia brasileira, Araújo, por ser próximo à família de Bolsonaro e um dos mais fiéis bolsonaristas, conseguiu ficar cercar de dois anos e três meses no comando do Itamaraty.

A gestão de Ernesto Araújo foi marcada não só por um distanciamento em relação a posições históricas do país no xadrez global, mas também por uma redefinição sobre quais atores internacionais seriam considerados aliados prioritários.

A maioria dos embaixadores se manifestaram contrários à suas pautas ideológicas domésticas em detrimento de assuntos relevantes no plano internacional.

Na sua gestão foram deixados de lados os laços de cooperações estreitas com os vizinhos do Mercosul, com países africanos ou mesmo com o bloco dos emergentes BRICS, composto por brasil, Rússia, Índia, China e África do sul, e priorizou alinhamentos aos posicionamentos dos estados unidos, sob o comando do então presidente republicano Donald Trump, e Israel, sob a batuta do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Sai Ernesto, para alguns mais um mártir das hostes bolsonaristas e entra o embaixador Carlos Alberto Franco França, como novo comandante do Ministério de Relações Exteriores. Segundo fontes, o novo ministro não tem expertise em relações internacionais, por não ter chefiado nenhuma importante representação brasileira além-fronteiras, e quase toda sua carreira foi feita na área de cerimonial. Função que ocupava no palácio do planalto.

Mas o jogo do centrão não acaba aqui. Ainda tem alguns alvos em mira, dentre estes o ministério do meio ambiente.

Bolsonaro por sua vez, junto a esse grupo político, capitaneado por Ronaldo Pacheco no senado e Arthur Lira na Câmara, continuará costurando apoios, preocupado que está com a reeleição no pleito de 2022.

Os últimos desdobramentos na justiça, dando a Lula condição de ser candidato, antecipou muito a disputa.

É uma pena que no meio do furacão causado pela pandemia tenhamos que ver prioridades na área política.

Não merecemos isso!

* Jeverson Missias de Oliveira é Economista, Especialista em Ciências Políticas e Administração Pública, Bacharel em Direito, Radialista e Jornalista. É editor deste portal.

 

 

VEJA VÍDEO COM ESSA MATÉRIA:

Deixe um comentário