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Com a estreia do Brasil amanhã, Tite começa a se despedir da Seleção. Sabe: precisa do hexa. Para poder trabalhar na Europa

Tite quer fazer de sua despedida a entrada no mercado europeu. No Brasil não trabalhará em 2023 – NELSON ALMEIDA/AFP

 

O treinador se mostra convencido a mudar suas convicções. E treinou com o time mais ofensivo que o Brasil pode ter diante dos sérvios. Ele precisa do sucesso na Copa. Sonhando em assumir um clube europeu

 

Doha, Catar

A segunda e última chance de ser campeão com a seleção.

E mudar sua carreira como técnico.

Sua vida.

Entrar para a nata do futebol, trabalhando em uma equipe gigante do futebol europeu.

Tite deixou claro, na sua última entrevista antes da estreia contra o Catar, quanto valoriza o período de seis anos que ganhou da CBF, sendo o único treinador da história a perder uma Copa, a da Rússia, e seguir na outra.

“É uma quebra de paradigma. O Brasil tem uma tradição forte, o gosto pelo futebol, a paixão pelo futebol. Tenho consciência exata. Me dá paz para fazer um trabalho de início, meio e fim e uma chance maior de sucesso.

“Talvez tenha sido privilegiado, em lugar que outros técnicos poderiam estar. Recebi uma mensagem do Abel, um campeão do mundo que poderia estar aqui, Paulo Autuori. Quis o destino eu estar aqui.”

Mas, para fazer valer essa segunda chance, Tite treinou o Brasil mais desejado. Foi contra os seus próprios princípios básicos como técnico. E tratou de colocar Neymar, Raphinha, Richarlison e Vinícus Júnior. Deixando Fred no banco de reservas.

Só que o treinador ficou contrariado ao saber que o treino de ontem havia vazado.

Ele tentou disfarçar, segurar a escalação.

“Todo mundo acompanha todo mundo, temos dois modelos, mas a gente trabalha muito com ajustes estratégicos táticos. E o tempo curto de trabalhar antes de cada jogo aproveitamos com treinos bem didáticos.

“Em Turim, trabalhamos os conceitos gerais para todos os atletas, reforçando nossas ideias e, a partir da chegada aqui, em cima dos defeitos e qualidades da Sérvia. Temos possibilidade de mudanças, além de clima, tem ajustes e mudanças. Estamos seguros e tranquilos para levar a campo.”

Só que Tite é metódico. Ele sempre coloca em campo o time que treina na semana anterior. E ele tem dado todas as chances para o atacante do Real Madrid.

O treinador confirmou estar muito mais tranquilo do que na Copa do Mundo passada. Até brincou com o fato de o Brasil estar há 20 anos sem título. Desde 2002.

“Não me coloca responsabilidade de 20 anos, são só quatro [risos], de um processo todo. A história é linda e traz pressão, sim, mas a pressão que um país todo vive, apaixonado, está nas ruas.

“Tem pressão, mas a tranquilidade de saber das oportunidades que surgem na vida, que sonhar faz parte. O Tostão fala isso, que é bom sonhar, então sonhamos fazer uma grande Copa e ser campeão. E se não for, fazer o melhor. Um só vai ser campeão, mas tem a sensatez e naturalidade que outras grandes seleções buscam esse patamar. Pressão é inevitável.”

Foi questionado se derrota da Argentina para a Arábia Saudita serviria como um aviso a Tite. Era a pergunta que ele queria responder, para mandar um recado aos seus jogadores, que fazem sempre questão de acompanhar as coletivas.

“É de reflexão, sim. Respeito, porque são todas seleções, mas serve como análise, sim, como reflexão. Não há grandeza, nem facilidade maior ou menor. Talvez este seja o grande aspecto. Não tem marca, não tem grife. Tem orgulho de cada país em fazer seu melhor e enfrentar.”

A grande preocupação do Brasil em relação à Sérvia está nas bolas altas, que exploram muito bem a altura dos seus atacantes.

Thiago Silva, Marquinhos e Casemiro foram treinados à exaustão. Serão os principais marcadores nos cruzamentos para a área brasileira. Os sérvios, muito fortes fisicamente, também mostram habilidade em trocas de bola na intermediária. O que é um problema só com Casemiro efetivo na marcação. Lucas Paquetá deverá se desdobrar, com a entrada de Vinícius Junior.

Mas é assim que Tite projeta sua despedida da seleção brasileira.

Dando uma demonstração para o mundo da força ofensiva.

E abrindo caminhos europeus para sua carreira.

Desde 2008, com Felipão no Chelsea, que o Brasil não tem técnico em uma equipe da elite mundial.

Para a seleção brasileira Tite não voltará mais.

Daí a necessidade de uma campanha memorável aqui no Catar.

Que começará amanhã com um time absolutamente ofensivo…

 

 

Do R7 (Cosme Rimoli)

 

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