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Câmara Municipal de Goiânia promove audiência pública para debater sobre Art Déco

Foto: Divulgação

Na tarde de ontem, quinta-feira (09), foi realizada na Câmara Municipal de Goiânia, uma audiência pública para discutir a revitalização do centro de Goiânia e o tombamento do roteiro turístico das obras em Art Déco.

Guto Lemos,  produtor cultural e guia turístico que desenvolve projetos de conscientização para a preservação do patrimônio histórico de Goiânia, esteve presente na audiência e sugeriu a criação de um roteiro turístico do Art Déco no centro, com a instalação de uma ciclofaixa ao longo de sete quilômetros do percurso e informações detalhadas, por meio de QR codes, sobre os 22 prédios públicos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2003.

Ele fez um apelo para que o centro de Goiânia seja revitalizado. “Nós estamos perdendo turistas e sucateando ainda mais o centro. A construção do BRT está mostrando mais ainda como a região está caótica. O centro poderia ser transformado e mudar a cara da cidade. Ele atrairia mais empresários e a própria população, que o desconhece e não o ocupa”, afirmou.

A superintendente do Patrimônio Histórico da Secretaria Estadual de Cultura, Tânia Mendonça, garantiu que recursos estaduais estão aprovados para a restauração de edifícios em Art Déco da Praça Cívica. “Vamos requalificar a parte arquitetônica do Museu Zoroastro Artiaga, do Centro Cultural Marieta Teles e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). A Chefatura de Polícia já foi requalificada com recursos do Iphan e estamos aguardando um recurso do BNDES para restaurar os demais edifícios da praça”, disse ela.

Adriana dos Reis Ferreira, diretora-geral do campus Goiânia do Instituto Federal de Goiás (IFG), cobrou do poder público a inclusão dos alunos de escolas públicas, municipais e estaduais, em excursões escolares pelas construções históricas da cidade, que são feitas majoritariamente por estudantes de escolas particulares. “Esse é o momento para os jovens entenderem a história e se sentirem donos dos espaços. Hoje, as pessoas perderam o sentimento de que os espaços públicos são delas.”

A diretora anunciou que, ao longo do ano, haverá eventos em comemoração aos 80 anos da construção do prédio da Escola Técnica, onde está o IFG, e do batismo cultural de Goiânia, ocorrido lá. “Esse será o ano para promover a história, a memória e a cultura”, afirmou.

Já o engenheiro técnico do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (CREA-GO), Antônio de Pádua, fez sugestões para o futuro Código de Obras e Edificações, que deverá ser enviado à Câmara, pela Prefeitura, ainda este ano. “Ele deve exigir quais as condições para emissão de um alvará para as obras, e não apenas para as edificações, para não acontecer os problemas que a construção do BRT vêm enfrentando no percurso que passa pelo centro, em que o Iphan precisou paralisar a obra por questões que não foram levantadas antes do início da obra”, explicou ele.

Para Antônio, o projeto de Incentivo ao Desenvolvimento do Centro, também de autoria do Paço e que em breve será discutido na Câmara, não vai estimular a ocupação da região porque a isenção de IPTU e ISS por quatro anos proposta é pouco para atrair investimentos. “Poderia ser permitido que o proprietário outorgue o direito de construção e aplicar o dinheiro na melhoria do imóvel. Dessa forma, poderia surgir novos restaurantes, hotéis, pousadas no centro”, sugeriu.

O Art Déco foi adotado em Goiânia após o pedido do governador Pedro Ludovico Teixeira a Attilio Corrêa Lima de construir uma cidade mais moderna do que a antiga capital, Goiás. Com isso, o urbanista decidiu usar o estilo na concepção dos novos prédios, pois estava em alta na época da construção da nova capital, a partir de 1933.

A arquitetura em Art Déco ganhou destaque a partir da Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, realizada em Paris, em 1925, mas o estilo só ganhou um nome próprio em 1966. Ele está presente em 160 prédios de Goiânia, cidade que preserva a maior quantidade de edifícios nesse estilo no Brasil. Ele também é usado em outras cidades da América Latina e pelo mundo.

 

 

Da Redação do Click News
Mariana
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