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Calvície feminina, como de Maraisa, pode deixar as mulheres carecas? Entenda

Juliette e Maraisa contaram que têm calvície feminina REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Embora atinja mais os homens, a condição também é comum em mulheres; saiba quais as diferenças em cada caso

 

Embora seja mais comum em homens, a calvície – chamada no meio científico de alopecia androgenética – também atinge um número considerável de mulheres. Há um ano, Maraisa, dupla de Maiara, contou que teve que retirar o aplique para tratar o problema da falta de cabelos. Na semana passada, foi a vez de Juliette falar sobre o assunto.

“O povo estava perguntando o que eu faço no dermatologista. Fora essas coisas de tratamento de pele, peeling, todas essas coisas de embelezamento, faço um laser aqui nessas áreas [disse apontando na parte do couro cabeludo próxima à testa] para estimular crescimento, porque tenho calvície feminina”, disse Juliette.

“Desde criança, tenho pouquíssimo cabelo nessas áreas aqui. Estou tentando tratar porque faço muito secador e chapinha. Aí quero evitar grandes problemas”, acrescentou.

Como o próprio nome já diz, a alopecia androgenética feminina é causada por fatores genéticos e hormonais, como explica a dermatologista Sandra Tagliolatto.

De acordo com ela, as mulheres que sofrem com o problema têm nos cabelos receptores de hormônios – o  diidrotestosterona (DHT), derivado da testosterona, é o principal – que, ao longo da vida, afinam os fios e, em determinado momento, impedem que eles nasçam. “Embora seja mais comum no homem do que na mulher, é muito comum nos dois gêneros”, destaca.

Mulheres podem ter as “entradas”

Nas mulheres, a falta de cabelo acontece especialmente na região frontal do couro cabeludo. “Os folículos pilosos da região de trás da cabeça não têm tantos receptores para hormônio, por isso o cabelo da frente cai mais, se você tiver essa condição genética”, afirma a especialista.

Ela acrescenta que a ausência dos fios ocorre de maneira mais difusa entre as mulheres – por isso, a falta é menos perceptível quando comparada aos homens. Porém, a mulher pode ter o que se chama de “padrão masculino” de perda de cabelo. Nesse caso, aparecem as famosas entradas.

“Agora, perder todo o cabelo é muito difícil. Você vai ter uma diminuição, os fios vão ficar mais finos”, destaca Sandra.

A dermatologista cita outro tipo de calvície, chamada “alopecia areata”, que pode atingir homens e mulheres em qualquer faixa etária, inclusive crianças. Trata-se de uma condição autoimune, na qual o sistema imunológico destrói os cabelos por inúmeras razões, dentre elas o estresse e outras comorbidades.

“Nesse caso, pode haver falhas no couro cabeludo ou a perda de todo o cabelo, barba, sobrancelha. E existe até o quadro universal, quando você perde todos os pelos do corpo”, descreve

Idade e menopausa são fatores de risco

A idade é um fator de risco para a alopecia androgenética feminina. “Tem mulheres que começam numa idade muito precoce, por volta dos 30 anos, mas a maioria vai ter isso ao longo da vida e com uma piora bem importante pós-menopausa”, afirma a médica.

Um estudo publicado pelo Journal of the American Academy of Dermatology mostrou que, entre 564 mulheres que participaram da pesquisa, 13% apresentaram algum problema relacionado à queda de cabelo antes da menopausa e 37% depois que passaram pelo período. De acordo com os pesquisadores, essa diferença ocorre porque os níveis de estrógenos no organismo diminuem.

Tratamento

Existem diversas formas de tratamento para a calvície feminina. O clínico ocorre a longo prazo e bloqueia a ação do hormônio no folículo piloso para impedir o afinamento e a queda de cabelo. “Existem vários ativos para isso”, observa Sandra.

No consultório, as opções incluem injeções de produtos com ativos específicos no couro cabeludo – chamada de intradermoterapia -, a ledterapia e o microagulhamento – este, segundo a dermatologista, é muito importante. A indicação deve ser feita pelo dermatologista, conforme o perfil de cada paciente.

 

 

Brenda Marques, do R7

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