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Biden deixa mensagem curta para Kim Jong Un antes de deixar Seul rumo ao Japão

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, durante visita a Seul, na Coreia do Sul - 21/05/2022 Jeon Heon-Kyun - Pool/Getty Images

Presidente diz “olá” a líder norte-coreano; saudação sucinta reflete tentativas do governo Biden de reiniciar diplomacia com Pyongyang

Antes de o presidente Joe Biden concluir sua visita à Coreia do Sul neste domingo (22), ele deixou uma breve mensagem ao ditador da Coreia do Norte, que autoridades dos EUA acreditam estar se preparando para uma ação de provocação durante a visita do presidente norte-americano à Ásia.

“Olá”, disse Biden, quando questionado sobre sua mensagem para Kim Jong Un. “Ponto final.”

A saudação sucinta refletiu as tentativas do governo Biden, até agora malsucedidas, de reiniciar a diplomacia com Pyongyang. As tentativas de contato com a Coreia do Norte ficaram, em grande parte, sem resposta. Em vez disso, Kim intensificou os lançamentos de mísseis e pode estar se preparando para um sétimo teste nuclear subterrâneo.

Biden disse estar preparado para que tais contingências ocorram durante sua primeira viagem à Ásia.

“Estamos preparados para qualquer coisa que a Coreia do Norte faça. Já pensamos em como vamos responder a tudo o que eles fizerem. E, por isso, não estou preocupado”, disse Biden.

O presidente falou antes de visitar alguns dos quase 30 mil militares americanos estabelecidos no país, como última parada em sua visita à Coreia do Sul.

Os americanos destacados na península coreana há muito atuam como um sinal da força militar dos EUA em uma região que está preocupada com a nação com armas nucleares ao norte. Cada vez mais, eles também agem como um lembrete da força ocidental em uma região fortemente influenciada pela China.

Biden planeja observar um centro de controle do espaço aéreo conjunto onde membros dos militares dos EUA e da Coreia do Sul trabalham lado a lado para monitorar o tenso espaço aéreo pela intensificação dos testes de mísseis da Coreia do Norte.

No início do dia, o presidente se reuniu com o presidente do Hyundai Motor Group, Chung Euisun, em Seul, onde destacou os US$ 11 bilhões em novos investimentos da montadora coreana, incluindo US$ 5,5 bilhões para abrir uma nova fábrica de veículos elétricos em Savannah, no estado da Geórgia.

Um dos principais objetivos de Biden ao visitar a Ásia esta semana foi reafirmar seu compromisso com duas alianças importantes, ao mesmo tempo em que busca maneiras de expandir ainda mais a cooperação. Ele partirá da Coreia do Sul para o Japão no final do dia, trazendo consigo uma mensagem semelhante de garantia de que o aliado de longa data no Pacífico pode depender dos Estados Unidos como um parceiro econômico e de segurança confiável.

Um dia antes, Biden e seu colega sul-coreano, o presidente Yoon Suk Yeol, escreveram, em um comunicado, que estavam abertos a expandir os exercícios militares conjuntos que Donald Trump reduziu, acreditando que eles eram muito caros e provocativos. Biden disse que a cooperação entre os dois países demonstrou “nossa prontidão para enfrentar juntos todas as ameaças”.

Os exercícios militares expandidos terão como objetivo assegurar “o que é preciso para melhor garantir a prontidão militar e nossa capacidade de trabalhar em estreita colaboração”, disse um alto funcionário do governo no domingo, embora ele tenha se recusado a oferecer um cronograma ou orientação sobre o escopo dessa expansão.

“Senhor presidente, a democracia de seu país mostra o poder de ser capaz de entregar para seu povo”, disse Biden a Yoon durante um brinde no início do jantar oficial, na noite de sábado. “Estamos orgulhosos de dizer, e os generais comigo hoje também podem dizer, que nossas Forças Armadas estão lado a lado, permanecendo em uma península por sete décadas para preservar a paz e tornar possível essa prosperidade compartilhada.”

Ele provavelmente levará uma mensagem semelhante ao Japão, que também abriga uma população considerável de militares americanos e mantém um tratado de defesa mútua com os Estados Unidos. O aumento das provocações da Coreia do Norte e as apropriações territoriais da China causaram profunda preocupação no país, que buscou nos EUA garantias sobre sua segurança.

Biden deve visitar o imperador Naruhito em seu palácio imperial antes de se encontrar na segunda-feira (23) com o primeiro-ministro Fumio Kishida, que assumiu o cargo no outono passado. Mais tarde, ele revelará os esboços de um plano comercial para a Ásia que as autoridades esperam gerar um amplo apoio. E ele concluirá sua visita com uma cúpula do coletivo Quad – composto pelos Estados Unidos, Japão, Índia e Austrália – que é amplamente visto como uma tentativa de combater as ambições militares e econômicas da China.

Em sua viagem, Biden procurou conectar os conjuntos paralelos de questões econômicas e de segurança que surgiram em suas discussões com líderes. Seu esquema comercial, visto como uma alternativa reduzida ao pacto comercial da Parceria Transpacífica descartado por seu antecessor, deve colocar forte ênfase em cadeias de suprimentos resilientes desacopladas de peças chinesas – uma mensagem que ele transmitiu em vários pontos em Seul.

Entre outras inúmeras questões que ele espera levantar – que incluem segurança regional, comércio, a pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia – está a questão de melhorar os laços entre os dois países que ele visita esta semana. As relações entre o Japão e a Coreia do Sul pioraram nos últimos anos, uma combinação de ressentimentos históricos de longa data e ações comerciais mais recentes.

Biden disse a repórteres em Seul no sábado que “é extremamente importante” que EUA, Coreia do Sul e Japão tenham uma “relação trilateral muito próxima”.

Ele disse que o estado atual do mundo, onde regimes autocráticos como China e Rússia desafiaram as normas democráticas, exige que o resto do mundo se mantenha unido, apesar das diferenças persistentes.

“As coisas mudaram”, disse Biden durante sua entrevista. “Há um sentimento entre as democracias do Pacífico de que há uma necessidade de cooperar muito mais estreitamente, não apenas militarmente, mas também econômica e politicamente.”

 

Por KEVIN LITAK / CNN

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