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AS CURVAS DA VIDA

Foto Reprodução UOL

Por Jeverson Missias de Oliveira *

É natural que haja mais vidas nascendo diariamente e menos pessoas morrendo.

No ano passado no Brasil essa equação era bastante favorável à vida. Mais que o dobro. Enquanto morriam diariamente cerca de 2400 de causas diversas, mais de 6000 crianças nasciam.

Entretanto a pandemia da covid mudou essa lógica. Atualmente a média de registro de óbitos é cerca de duas vezes maior do que os de nascimento.

É uma antecipação de mais ou menos duas décadas e meia, segundo o IBGE, em seus estudos estatísticos. Essa inversão de curvas estava totalmente fora de qualquer logaritmo.

Pesquisadores acreditam que, no Brasil, o efeito demográfico que começa a ser observado em várias cidades será temporário. À medida que as mortes por covid-19 comecem a baixar, a razão se inverteria outra vez. mas o impacto do excesso de mortes é nítido, preocupante, e um reflexo da falta de coordenação e de controle. 

No último mês de março, o mais mortal da crise sanitária até agora, morreu mais gente do que nasceu em pelo menos 12 das 50 cidades com mais de 500.000 habitantes do país entre elas, Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN) e São Bernardo do Campo (SP). 

Na primeira semana de abril a contabilidade mostra 11.774 nascimentos e 12.181 mortes. Saldo nefasto de 407 almas.

Em Cuiabá a balança pende um pouco para os nascidos. Em março foram 947 registros de nascimentos e 804 óbitos. Em 2020 no mesmo mês de março tínhamos 898 novos nascimentos e 534 mortes.

Mundo a fora a covid já matou mais de dois milhões e meio de pessoas.

No ranking dos 35 países mais populosos, levando se em consideração os óbitos por milhão de habitantes o Brasil é o 6º com cerca de 1.667 pessoas, fica à frente de França, Colômbia, Argentina, Alemanha e outros 25 países.

Enquanto isso, por aqui, a torre de babel continua de pé. Não sabem se abrem ou fecham os locais de muita concentração de pessoas.

Governadores e prefeitos, à revelia do mandatário maior, ditam regras de funcionamento das atividades econômicas. Com razão. Nos estados e municípios que estão os hospitais, muitos dos quais sem medicamentos necessários para o perfeito atendimento.

Quanto ao Bolsonaro, está sendo cobrado pela inércia. Foram várias. Tanto é que tem pela frente a primeira CPI de seu governo.

Correndo atrás do prejuízo, Jair Bolsonaro resolveu ligar para autoridades chinesas, e até para Putin, aqueles comunistas das vacinas russa e chinesa, para pedir ajuda.

Já imaginou? Bolsonaro ligando para um comunista para rogar ajuda?

Vale a velha máxima:

Para quem está se afogando, qualquer graveto serve para segurar.

* Jeverson Missias é Economista, Bacharel em Direito, Especialista em Administração Pública e Ciências Políticas, Radialista e Jornalista, Editor desse site.

 

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