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Alego segue publicando momentos e personagens históricos do Legislativo goiano

Série "História do Legislativo"

Série resgata momentos marcantes para Goiás em que a Assembleia esteve em destaque

 

A publicação dessa semana da série “História da Alego” mostra que muitos parlamentares que passaram pela Assembleia Legislativa de Goiás alçaram voos maiores, chegando a postos mais altos. Em destaque, os cinco ex-deputados que se tornaram ministros. A série, que é publicada nas redes sociais da Alego, está mostrando, em postagens semanais, um pouco do passado da Casa de Leis.

A campanha destaca momentos importantes do nosso estado, em que a atuação do Legislativo goiano foi determinante. Traz, ainda, informações de outras situações em que a Alego também teve participação direta.

Leopoldo de Bulhões foi o primeiro deputado estadual a se tornar ministro, isso ainda no começo do século 20. Ocupou a pasta da Fazenda nos governos de Rodrigo Alves, entre 1902-1906, e de Nilo Peçanha, entre 1910 e 1911.

José Leopoldo de Bulhões Jardim, que integrou a primeira Assembleia Constituinte de Goiás, em 1891, também era advogado, formado na tradicional Faculdade de Direito de São Paulo e, além de ministro, foi presidente do Banco do Brasil, deputado federal, senador e presidente do Senado da República, vereador e prefeito da cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Filho da cidade de Goiás, foi um dos goianos mais influentes nacionalmente. Foi homenageado em seu estado natal, dando nome ao município de Leopoldo de Bulhões.

Depois de Bulhões, apenas 60 anos mais tarde, um outro ex-deputado estadual alcançou um ministério. No começo da carreira política, Alfredo Nasser foi eleito deputado estadual por duas vezes: em 1929 e em 1935, mas nas duas vezes teve o mandato interrompido. Da primeira vez, pela Revolução de 1930, já que, em Goiás, era inimigo político de Pedro Ludovico, apoiador de Getúlio Vargas. Com a instituição do Estado Novo, Nasser foi novamente cassado.

Assim como o primeiro goiano ministro, Alfredo Nasser também teve atuação relevante nacionalmente. Foi eleito senador em 1947, mas a candidatura ao cargo, nas duas eleições seguintes, em 1950 e 1954, não obteve êxito. Em 1958, foi eleito deputado federal e, três anos depois, foi ministro da Justiça, sucedendo Tancredo Neves, durante a fase parlamentarista no governo do presidente João Goulart. No pleito seguinte, foi reeleito para a Câmara dos Deputados, mas morreu antes de terminar o mandato, de um ataque cardíaco fulminante.

Segundo o documentário “A trajetória de Alfredo Nasser”, produzido pela TV Assembleia, o pleito de 1954, que teria sido fraudado, foi a causa do início dos problemas cardíacos de Alfredo Nasser. Ele disputava uma cadeira no Senado e fez várias denúncias ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre a fraude, mas todas foram ignoradas e Pedro Ludovico assumiu o cargo de senador. Essa teria sido a causa do primeiro infarto sofrido.

Nove anos depois, em 1963, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, realmente, Galeno Paranhos (candidato a governador) e Nasser haviam sido, de pleno direito, os verdadeiros vencedores. Mas o tempo de mandato já havia passado e os efeitos do infarto ainda eram sentidos. Tanto que um novo ataque cardíaco foi a causa da morte do ex-ministro.

Deputado estadual na 5ª Legislatura, entre 1963 e 1967, quando chegou a presidir a Alego, Iris Rezende Machado foi o terceiro parlamentar estadual a se tornar ministro. A primeira vez foi em 1986, quando deixou o Governo do Estado para assumir o Ministério da Agricultura, a convite do então presidente José Sarney.

Em 1990, Iris deixou o Ministério da Agricultura, disputou pela segunda vez o Governo de Goiás e saiu vencedor. Em 1994, elegeu-se senador da República. Na primeira gestão de Fernando Henrique Cardoso, Iris Rezende pediu licença do cargo de senador para comandar o Ministério da Justiça. Com 62 anos dedicados à vida pública, Iris também foi eleito prefeito de Goiânia quatro vezes. Ele morreu em 9 de novembro do ano passado, aos 87 anos de idade.

O quarto ex-deputado estadual a fazer parte da Esplanada dos Ministérios, na capital federal, foi Henrique Santillo. O anapolino ocupou a pasta da Saúde entre 1992 e 1994, no governo de Itamar Franco. O convite veio depois de Santillo concluir o mandato de governador do Estado.  Na Assembleia Legislativa, Henrique Santillo participou da 8ª Legislatura, ainda no período do regime militar, entre 1975 e 1979.

O colega de Henrique Santillo na 8ª Legislatura, Iram Saraiva, foi o último goiano a ocupar o cargo de ministro. Em 1994, o ex-deputado estadual, ex-deputado federal e ex-senador, assumiu uma das vagas de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). Depois de ocupar a presidência da Corte, se aposentou em 2003.

Esses foram os cinco ex-deputados estaduais que chegaram ao cargo de ministro. Mais uma parte da história do Legislativo goiano, contada nas redes sociais da Alego. Toda semana tem post novo no Facebook, Twitter e também no Instagram.

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