Justiça

Adolescente apontado como ator de tiroteio no Colégio Goyazes é liberado de medida socioeducativa

Há quase três anos atrás um adolescente abriu fogo no colégio em que estudava. Desde então, cumpria medida socioeducativa por ter atirado contra colegas. O caso aconteceu no Colégio Goyases, em Goiânia, causando a morte de dois estudantes e deixando outros quatro feridos. O garoto apontado como autor dos disparos começou a cumprir a medida socioeducativa aos 14 anos, ainda em 2017. Ao final do mesmo ano, ele foi condenado a três anos de internação.

A medida aplicada ao adolescente previa até três anos de internação, prazo que terminava em outubro deste ano. A reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) para saber o motivo de ele ter deixado o Case antes do período previsto inicialmente. Porém, o órgão informou que nenhum dado pode ser repassado já que o caso corre em segredo de Justiça.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (SED), o adolescente foi solto atendendo a uma determinação do Juizado da Infância e Juventude. O órgão disse ainda que não pode fornecer nenhuma informação ou comentar sobre a decisão do Juizado.

O caso

O tiroteio no colégio aconteceu em 20 de outubro de 2017. Os estudantes João Vitor Gomes e João Pedro Calembo, ambos de 13 anos, morreram no local. Hyago Marques, na época com 13 anos, Isadora de Morais, também com 13, Lara Fleury Borges, 14 e Marcela Macedo, 13, foram baleados, mas sobreviveram.

Investigação

A investigação apontou que, ao fim da manhã do dia 20 de outubro de 2017, o aluno sacou uma pistola .40 da mochila e disparou contra a sala, atingindo seis colegas. Quando ele se preparava para recarregar a arma, foi convencido pela coordenadora da unidade a travar o revólver. O menor foi apreendido logo em seguida. Ele é filho de um casal de policiais e pegou a arma da mãe em casa e levou para a escola.

Segundo o delegado Luiz Gonzaga Júnior, que acompanhou o caso até o fim, o autor dos tiros disse que sofria bullying de um colega e, inspirado em massacres como o de Columbine, nos Estados Unidos, de Realengo, no Rio de Janeiro, decidiu cometer o crime.

Por Redação do Click News com G1 GO

Mariana
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