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COVID-19 ou COVID-22?

Imagem vírus molécula Covid-19 coronavírus — Foto: Peter Linforth/Pixabay/ Arquivo

*Por Jose Ribeiro

Quando o Ministério da Saúde publicou a portaria GM/MS nº 913, de 22 de abril de 2022 declarando no âmbito da União, o encerramento da emergência de saúde pública de importância nacional em decorrência da Covid-19, particularmente eu achei uma decisão precipitada, tendo em vista que poderia colocar em risco os efeitos positivos da vacinação.

Embora a OMS-Segundo a Organização Mundial da Saúde, alertasse que independentemente da melhora no cenário epidemiológico, a Covid-19 continuaria sendo classificada como pandemia, mas aqui os brasileiros queriam comemorar o começo do fim da covid-19, sem perder a sintonia com o que está acontecendo lá fora.

Conseguimos CHEGAR NESSA FASE FINAL DA PANDEMIA COM DECÊNCIA e DIGNIDADE, pois o país deu conta de cuidar das vítimas da crise econômica e a solidariedade não foi apenas discursos e funcionou na prática hodiernamente, contribuindo com as ações governamentais que foram implementadas em tempo de socorrer a parte mais vulnerável da população, cuja dimensão não era conhecida oficialmente pelo governo.

Todos dentro do governo ficaram de cabelos em pé quando começou o cadastramento para receber o benefício, pois ninguém tinha uma noção exata, assim como não existem estatísticas confiáveis sobre o número de pessoas vivendo na pobreza ou abaixo da linha da pobreza.

O número de beneficiados chegou a 60 milhões de pessoas.

Tanto que o auxílio emergencial em 6 parcelas de R$ 600,00 conseguiu triplicar a renda de milhões de brasileiros a ponto de provocar uma redução significativa no número de pessoas que viviam abaixo da linha de pobreza.
Na sequência o governo providenciou mais 5 parcelas de R$ 300,00 e finamente mais 7 parcelas que variavam de R$ 150,00 a R$ 250,00 conforme o perfil do beneficiado.

Também as medidas na área trabalhista que deu fôlego para milhões de empresas e outro tanto de milhões de empregos foram preservados.

Veio a fase da vacinação que estava sendo ansiosamente aguardada e se mostrou muito mais eficaz dos que céticos previam, tanto que em poucos meses golpeou a pandemia derrubando-a rapidamente o número de novos casos bem como de óbitos trazendo segurança para os brasileiros.

Embora a vacina não blinda as pessoas contra o vírus, especialmente diante de suas mutações, mas cumpre eficazmente o objetivo fortalecer o sistema imunológico, afastando com enorme êxito tanto o risco de óbito quanto o risco de agravamento de saúde e de sequelas graves.

No final de 2021 a situação estava sob controle de modo que em Janeiro de 2022 a média móvel de óbitos ficou abaixo de 100 pela primeira vez desde 27 de Março de 2020.

Mas com o surgimento da variante ômicrom a situação começou piorar já na segunda semana de janeiro/22, mas felizmente a grande maioria da população já estava vacinada e a terceira onda teve um impacto passageiro, tanto que no mês de Abril a situação estava sobre controle e a média móvel de óbitos ficou abaixo de 100 novamente.

No dia 22 de Abril data em que foi publicada a portaria GM/MS nº 913 a média de óbitos era 96 e a média móvel de casos era 13.654.

Mas assim que o governo federal publicou essa portaria, os governadores e prefeitos relaxaram os controles abruptamente sobre as regras de biossegurança e os efeitos negativos não demorou aparecer com a elevação do número de novos casos, óbitos e internações

Estou escrevendo no dia 15 de Junho e a média de novos casos hoje ficaram próximos dos números de 15 de Março (no auge da variante ômicrom), embora a média de óbitos seja 57,17% inferior aos óbitos daquela data e essa redução da letalidade são os efeitos positivos do reforço imunológico das vacinas.

Mas as autoridades governamentais não parecem preocupadas, com raras exceções com o Distrito Federal e Estado de S. Paulo e nós simples mortais, mas com o mínimo de discernimento temos que nos preocupar porque para a outra parcela da população parece que ainda não caiu a ficha tendo em vista que após o relaxamento dos controles a procura pelas vacinas também se reduziram drasticamente e isso pode trazer consequências graves no curto prazo, considerando que o efeito das vacinas é relativamente curto.

Estamos usufruindo o reforço imunológico da primeira e segunda dose, mas a procura pela dose de reforço está muito abaixo do desejado e julga-se necessário uma campanha pública de esclarecimento, orientação e incentivo para que as pessoas procurem se imunizar com a terceira e quiçá com a quarta dose que já está disponível para quem tomou a terceira há mais de quatro meses.

Precisamos nos espelhar no que está ocorrendo na China, numa tentativa desesperada para evitar um caos ainda maior voltou ao confinamento de milhões ou bilhões de pessoas em todas as regiões especialmente na áreas urbanas, com prioridade para as mais populosas conforme matérias publicadas.

E olha que na China existem pelo menos 40 cidades com população acima de 5 milhões de habitantes, mas esses dados são de 2007.

Temos outro exemplo de situação crítica, essa bem perto de nós que está ocorrendo no Distrito Federal. Desde o início da pandemia o DF tinha menos casos de contaminação do que em Mato Grosso, mas agora em Junho ultrapassou, embora o número de óbito continue abaixo do nosso Estado a situação é alarmante, porque no período de 01 a 15 de Junho Mato Grosso teve 7.300 novos casos e o Distrito Federal teve 48.600

A situação momentânea obrigou o Superior Tribunal de Justiça determinar rodízio dos servidores autorizando adoção dessa prática entre servidores ativos, estagiários e prestadores de serviço que estejam atualmente em regime de trabalho presencial

E com esse recrudescimento da covid quando a maioria das empresas já retomaram o trabalho presencial é preciso redobrar os cuidados nesses locais.

Covid por si só não é doença ocupacional, mas pode ser equiparada, embora para a caracterização como doença ocupacional, é necessário que a contaminação tenha ocorrido no ambiente de trabalho e, ainda, que as condições laborais exponham o trabalhador a risco diferenciado de contaminação, pela própria natureza da atividade ou pela negligência na prevenção por parte do empregadorTodocuidado é pouco nesse momento.

* Jose Ribeiro é
Consultor e Gestor de Treinamento há mais de 20 anos nas áreas Tributária, Fiscal, Trabalhista e Previdenciária.
Graduado em Administração com Pós-graduação em Gestão de Custos e MBA em Gestão Tributária
[email protected]

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